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quinta-feira, 12 de maio de 2011
O Comportamento Verde no Brasil - O Pensamento Sustentável
O programa Fantástico fez uma reportagem muito interessante para mostrar o quanto o comportamento sustentável está disseminado no nosso país. O resultado mostra que a nova tendência precisa ganhar um pouco mais de força pra vencer as atitudes ainda erradas que existem.
O Comportamento Verde no Brasil - Dados Demográficos
Quando o assunto envolve a sustentabilidade no Brasil, podemos classificá-lo como "bom". Entretanto, "bom" nunca é o suficiente. Os dados do IDS (Indicadores de Desenvolvimento Sustentável) comprovam que o país apresentou uma evolução nos aspectos socio-ambientais, porém, é perceptível que ainda temos um longo caminho para percorrer.
A questão de sustentabilidade, por ser uma prática, não pode ser mensurada com porcentagens comuns como um valor que segrega sustentáveis e não-sustentáveis. Porém, há meios de verificar que essa mesma prática vem sendo (ou não) mais usual. O estudo do IBGE avaliou 55 aspectos ligados direta ou indiretamente ao desenvolvimento sustentável do país. Tais aspectos foram classificados em quatro grandes dimensões: Ambiental, Social, Econômica e Institucional.
A dimensão Ambiental (20 indicadores) avaliou questões de biodiversidade, saneamento e questões referentes ao ar, água e terra. O que mais chama a atenção nos indicadores é característica "paradoxal" que, em opinião pessoal, acaba por não mostrar melhorias com o passar dos anos, mas sim, uma estabilidade. Exemplificando para melhor entendimento, um dos aspectos mostra um decréscimo de 63% de queimadas e incêndios florestais. Outro apresenta o dado que o desmatamento e queimadas lideram as emissões de gases estufa com um crescimento de emissões de 40% quando comparado ao antigo dado. Entretanto, o que mais desperta a atenção são os número de dois índices: 14,6% e 10%, sendo o primeiro o total da Mata Amazônica já atingida pelo desmatamento e o segundo a porcentagem restante de Mata Atlântica no país.
A dimensão Social analisou as questões ligadas à satisfação das necessidades humanas, melhorias na qualidade de vida e justiça social. Estão ligados a isso aspectos como população, saúde, educação, moradia e segurança. O que mais se destaca nos índices são o aumento da esperança de vida 9devido a queda na mortalidade infantil) e a inadequação dos domicílios: 43%.
A dimensão Econômica avalia o desempenho macroeconômico e padrões de produção e consumo do país., também ligados a questão do uso de energia e gerenciamento dde resíduos. O interessante é notar que o país apresentou dados bastante favoráveis à prática de sustentabilidade, já que, segundo o IBGE, o país recicla 90% das suas latas de alumínio e quase metade (47,2%) da energia brasileira provem de fontes renováveis.
A dimensão Institucional retrata a "orientação política, capacidade e esforço despendido por governos e pela sociedade na implementação das mudanças requeridas para uma efetiva implementação do desenvolvimento sustentável". Ou seja:
- Ratificação de 30 acordos ambientais internacionais
- Aumento no investimento de PeD (apesar da porcentagem não ultrapassar 1% do PIB)
- Acesso à telefonia móvel dobraram e os domicílios com internet triplicaram.
Caso desejem ver os dados do IDS de forma mais aprofundada voce pode ser redirecionado aqui
Estratégias de marketing verde

Como atingir esse consumidor dentro dos 4 Ps de marketing
Visto que esse é um consumidor em escala crescente em âmbito mundial percebe-se que são necessárias táticas e estratégias para conquista desse importante consumidor, tão segmentado.
De qualquer forma é interessante abordar esse consumidor verde em todo mix de marketing para entender suas particularidades.
Produto:
Quando referido ao produto, Os produtos verdes são os que podem ser melhorados ou desenvolvidos conforme as normas ecológicas e que satisfaçam às expectativas do consumidor analisando as diversas opções de como reduzir as matérias primas e as embalagens; eliminar as embalagens; desenvolver produtos mais concentrados; produtos de utilidade múltipla. Nesse sentido o produto verde atrai o consumidor por seus benefícios e valores refletidos, já que esses produtos possuem as mesmas características e funções dos produtos comuns, entretanto, eles causam menor dano ao meio ambiente levando em consideração todo o seu ciclo de vida.
Preço:
O preço de um produto deve incluir os custos normais de produção e, no caso de um produto deve incluir os custos normais de produção e, no caos de um produto verde, deve refletir os valores ambientais que ele possui. Segundo o autor, o estabelecimento de um produto verde, deve refletir os valores ambientais que ele possui. O estabelecimento do preço de um produto verde deve refletir o valor percebido pelo consumidor. A percepção que os consumidores possuem a respeito do valor de um produto, pode variar segundo a sua cultura, seus costomes, valores e experiências. Essas características formam opiniões e podem ser decisivas na hora da decisão de compra de um produto que possua benefícios ecológicos. Caso o consumidor tenha uma base de conhecimento e possua valores ambientais, ele estará disposto a adquirir este produto por um preço mais elevado que produtos concorrente, pois tem consciência de seus benefícios ecológicos.
Praça:
A distribuição tem dois elementos de importância para o marketing verde: o reflexo do ciclo de vida do produto, pois sua avaliação ambiental retrata uma imagem real dos benefícios ecológicos do produto; e o canal inverso, para a coleta dos resíduos de materiais ao fim da vida útil do produto. É fundamental para a determinação de um canal de distribuição que visa o marketing verde que o consumo de recursos seja minimizado e a geração de resíduos diminuída durante a distribuição física do produto, a criação de um sistema eficiente de distribuição inversa para os resíduos, e também escolher distribuidores que possuam fatores que não prejudiquem o meio ambiente.
Promoção:
A comunicação deve refletir para o mercado-alvo as propostas das estratégias lançadas pelo mix de marketing verde, e deve “informar sobre os atributos do produto, principalmente sobre os aspectos positivos em relação ao meio ambiente, e transmitir a imagem da organização relacionada com a defesa e preservação de valores ambientalmente corretos”. No entanto, alerta que a comunicação ecológica pode fomentar práticas condenáveis, como, por exemplo, enganar o consumidor através de propagandas utilizando como argumento qualidades verdes, sendo que o processo produtivo não respeita o meio ambiente.
É importante buscar com a estratégia de promoção a sensibilização do consumidor a respeito de problemas ambientais e isso é um processo lento, requer muito esforço da empresa, pois se almeja alterar comportamentos comuns de longo tempo. Assim, é necessário que haja uma conscientização do consumidor quanto à na natureza e a importância do produto.
A política de comunicação ecológica deverá fornecer informações sobre os atributos ecológicos dos produtos e passar uma imagem de empresa consciente ambientalmente, e sempre deverá recordar o consumidor das vantagens de um produto verde, para que essas informações não se percam em sua próxima compra. Também deve ser realizada de forma clara e deve comunicar os valores da organização.
Uma vez que o propósito do marketing verde é atender às necessidades e desejos dos consumidores, é de extrema importância identificar quais são as características que influenciam no comportamento de compra e quais são os aspectos considerados na aquisição de um produto.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Revista Época lança prêmio para apontar a empresa mais verde do Brasil
A Revista Época remodelou o Prêmio Época Mudanças Climáticas que, a partir de 2011, se chamará Prêmio Época Empresa Verde. Essa mudança evidencia a importância do tema e faz com que as empresas tomem alguma iniciativa para se destacar das demais que também apóiam a causa da sustentabilidade. Bom para o consumidor verde, bom para o planeta. Essa matéria mostra, também, que a questão sustentável possui atualmente maior destaque, porém, a questão climática não foi esquecida e/ou abandonada, apenas ampliada. O termo "verde" é mais abrangente e mescla todas as questões ambientais com que as empresas tem de lidar. Diretamente relacionada com o nosso "consumidor referência" e com a disciplina do Comportamento do Consumidor, a matéria, que foi disponibilizada no Portal Online da Revista Época em 11/03/2011, segue logo abaixo:
Começam no dia 15 de março as inscrições para o novo Prêmio Época Empresa Verde, uma iniciativa destinada a reconhecer as melhores ações e políticas empresariais com o meio ambiente
JULIANA ELIAS

O Prêmio Época Empresa Verde é uma evolução do Prêmio Época de Mudanças Climáticas. Nos últimos três anos, Época destacou as empresas com as melhores práticas em relação às mudanças climáticas. Agora, em 2011, o prêmio foi remodelado e ganhou maior abrangência.
A versão anterior do prêmio, lançada em 2008 avaliava as políticas das empresas para controlar as emissões de gases responsáveis pelo aquecimento global. As empresas que ganharam os principais prêmios foram a Votorantim, a Natura, a CNEC Engenharia, a Andrade Gutierrez, a ArcelorMittal, a Suzano Papel e Celulose e a Vale.
Neste ano, ampliamos a premiação.
Continuaremos a escolher as empresas com melhor política climática. Isto porque entendemos que o aquecimento global representa um dos maiores desafios para a humanidade. Nas últimas décadas, a emissão de um conjunto de gases (como carbônico e metano) derivados da queima de combustíveis fósseis e do desmatamento vem transformando a atmosfera da Terra. Esses gases vêm aumentando a capacidade da atmosfera de reter o calor do Sol. Com isso, o planeta está esquentando. Segundo os cientistas, essas mudanças já vão provocar alterações nos padrões conhecidos de chuvas e secas, além de elevar o nível dos mares. Teremos que nos adaptar a essas transformações. E também precisaremos controlar as emissões poluentes, para que as mudanças climáticas não sejam tão drásticas a ponto de ameaçar a segurança de nossa civilização.
Para reduzir as emissões, teremos que alterar a forma de oferecer serviços, gerar energia e produzir os bens que consumimos. Isso representa um desafio e uma oportunidade para as empresas.
Ao mesmo tempo, o mundo também enfrenta outros desafios ambientais. A expansão humana na Terra está consumindo os recursos naturais de forma insustentável. Estamos gerando lixo tóxico, lotando os depósitos de rejeitos e contaminando rios e oceanos. Continuamos destruindo habitats naturais e gerando uma das maiores ondas de extinção de espécies da história da Terra. Consumimos água doce em um volume que ameaça a capacidade de reposição dos sistemas naturais. Esses desafios também representam oportunidades de as empresas se diferenciarem, criando serviços, produtos e processos industriais menos agressivos, e até benéficos para o meio ambiente. Para destacar as melhores práticas, vamos conceder o Prêmio Época Empresa Verde.
Tanto o Prêmio Época de Mudanças Climáticas quanto o Prêmio Época Empresa Verde têm duas categorias: uma para indústrias, outro para empresas e organizações da área de serviços. Como a natureza destas áreas e a proporção dos impactos que oferecem são bem diferentes, elas não concorrem entre si. Em nosso prêmio, avaliamos as ações realizadas no exercício de 2010.
Além das quatro grandes vencedoras, o Prêmio Época Empresa Verde, como já ocorria nos outros anos, destacará ainda as 10 empresas líderes em políticas ambientais. São as instituições que têm práticas exemplares em relação ao meio ambiente.
São convidadas a participar as 100 maiores empresas do país, junto aos 25 maiores bancos. Além destas, qualquer instituição com operações no Brasil pode também concorrer. As inscrições devem ser feitas junto à organização do prêmio.
O Prêmio Época Empresa Verde é elaborado em parceria à consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), e a avaliação é feita a partir de um extenso e detalhado questionário, baseado em padrões internacionais, que as participantes são convidadas a preencher. Também é responsável pela escolha dos melhores projetos uma banca composta por cinco especialistas em meio ambiente.
O questionário estará disponível, em formato online, para aquelas que fizerem sua inscrição, a partir de 15 de março, e terá prazo de um mês para ser preenchido. O evento da premiação e a divulgação dos vencedores ocorrerá em 30 de maio, acompanhados de uma edição especial de ÉPOCA sobre meio ambiente e as empresas vencedoras.
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